Última hora: Bruno Lage entra no Benfica a todo o gás
Com pressupostos bem definidos internamente no regresso ao Benfica, o técnico meteu ontem as mãos na massa e com energia. A segunda passagem pelos comandos das águias iniciou-se num treino em que teve apenas seis jogadores do plantel principal, mas que aproveitou para demonstrar exigência no trabalho.

A nova etapa na carreira de Bruno Lage arrancou às 8h30, quando deu entrada no Benfica Campus, no Seixal, para orientar o primeiro treino neste seu regresso, quatro anos depois, aos quadros encarnados. A sessão de trabalho permitiu-lhe dar o pontapé de saída num período imediato em que, pela frente, terá que dar resposta a vários desafios, enumerados por O JOGO, que se enquadram nas expectativas de Rui Costa e restantes elementos da estrutura do futebol quando escolheram o técnico de 48 anos para suceder ao despedido Roger Schmidt.
Como consta no quadro em baixo, o treinador setubalense, que já conquistou um campeonato e uma Supertaça pelas águias, foi chamado para uma missão em que terá de preparar a equipa para que esta apresente um futebol dinâmico, ofensivo e atrativo, como prometeu na véspera na conferência de Imprensa. Para isso, ser-lhe-á pedido que ajeite as peças taticamente, algo que o seu antecessor era acusado de não fazer, procurando colocar os jogadores certos nas posições em que mais rendem. Fomentar o espírito de grupo e devolver confiança ao plantel será fundamental para reconquistar a bancada. Para esse objetivo é esperado que monte uma equipa que assuma o jogo e que as escolhas tenham como base o mérito, colocando um ponto final em lugares cativos, tendo também de definir a hierarquia de líderes, sobretudo depois da saída de João Mário, o segundo capitão a seguir a Otamendi.
Há outras exigências que são lógicas, mas que também entraram neste “caderno de encargos” montado pelos responsáveis encarnados. Recuperar o atraso de cinco pontos para o líder Sporting, conquistar títulos e apostar na formação, complementando com a integração dos reforços, também estão inscritos na lista de tarefas a concretizar pelo treinador que já ontem mostrou ao que vem, como se percebe pelo vídeo divulgados pelas águias.
10 maiores desafios
– Arrumar a equipa taticamente
– Colocar os jogadores nas posições onde mais rendem
– Acabar com os lugares cativos no onze
– Escolher em função do mérito
– Montar equipa “mandona”
– Apostar num futebol dinâmico e atrativo
– Recuperar atraso pontual
– Integrar devidamente os reforços
– Fomentar o espírito de grupo
– Definir hierarquia de capitães após a saída de João Mário
Treinador entra a exigir “ritmo sempre alto”
Bruno Lage chegou ao Benfica Campus às 8h30, seguido pelos restantes elementos da equipa técnica, tendo o diretor geral Lourenço Pereira Coelho sido o único a ser visto a entrar mais cedo. Seguiu-se o primeiro treino, em que se viu o técnico setubalense com a energia que prometeu na véspera trazer para o seu regresso. Muito interventivo, a exigir sempre intensidade e gritando constantemente “ritmo sempre alto”, foi desta forma que Lage orientou a sessão.
Com 14 jogadores nas seleções nacionais, teve apenas seis do plantel principal no treino, com Schjelderup já recuperado a ter a companhia de Florentino – o único que resiste do plantel que orientou entre 2019 e 2020 -, Renato Sanches, Rollheiser, Prestianni e Arthur Cabral, que até se vê nas imagens a marcar.
Lage, que tem um extenso passado nas equipas de formação do Benfica, recrutou 12 jovens à equipa B, sendo um deles Hugo Félix, irmão de João Félix, que explodiu no Benfica às mãos do técnico português. André Gomes, Beste, Tomás Araújo, Aursnes e Tiago Gouveia estão lesionados.