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Última hora: Extra Benfica: Autoridade Antidopagem reage às críticas do Comité Paralímpico: “Não é um assunto”

Em causa estão os 'dedos apontados' pela forma como o processo decorreu durante os últimos Jogos Paralimpicos em Paris

A Autoridade Antidopagem de Portugal veio a público, na voz de Manuel Brito, para responder às críticas de que foi alvo por parte do Comité Paralímpico de Portugal face ao processo feito sobre os dois casos de doping dos Jogos Paralímpicos.

“Nós nunca informámos o Comité Paralímpico que havia casos positivos. Deixe-me só dar um exemplo. Imagine que estamos a conversar sobre circulação rodoviária: há um limite de velocidade de 100 km/hora, a GNR não comunica aos condutores que estão abaixo dessa velocidade. Comunica aos que ultrapassaram essa velocidade, no caso de o radar os deteta”, começou por comparar Manuel Brito.

Estas declarações surgem como reação às palavras de José Lourenço, que criticou a ADoP quando conhecido o resultado positivo do teste antidoping de Simone Fragoso: “Quando viemos para aqui, vínhamos convencidos de que os resultados das análises feitas em Portugal não demoravam esta eternidade, que soubermos agora são 20 dias, o que me parece um prazo excessivo”.

Ora, o presidente da ADoP abordou o tema, em declarações à agência Lusa. “Há uma coisa que eu não comento nem comentarei, o relacionamento institucional com o Governo, com o movimento desportivo. Não faço, nem farei. Portanto, as afirmações são de quem as fez e eu tenho por hábito, quando há uma dificuldade ou quando há uma divergência, agarro no telefone e telefono. Não falo pela comunicação social”, reforçou.

“O sistema antidopagem assenta em três pilares: o Colégio Disciplinar Antidopagem, que é o nosso tribunal, digamos, para questões disciplinares. A ADoP, que faz os controlos antidopagem, organiza a instrução dos processos disciplinares, faz a educação, etc., e o laboratório. O laboratório não é nosso. O laboratório é do Instituto Ricardo Jorge, que é do Ministério da Saúde. E, portanto, eles têm de obter as normas da AMA [Agência Mundial Antidopagem] e cumpriram. […] Não tendo sido comunicado nenhum caso adverso, estavam cumpridas todas as datas possíveis”, explicou, aind.

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